FROSTED BRANCH ANGIITIS EM SÍNDROME DE SOBREPOSIÇÃO: RELATO DE UM CASO RARO

FROSTED BRANCH ANGIITIS EM SÍNDROME DE SOBREPOSIÇÃO: RELATO DE UM CASO RARO

r e v b r a s r e u m a t o l . 2 0 1 7;5 7(S 1):S243–S304 PO450 FLARE INFLAMATÓRIO PÓS INJEC¸ÃO INTRA-ARTICULAR DE TRIANCINOLONA: DURAC¸ÃO E CORRELA...

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PO450 FLARE INFLAMATÓRIO PÓS INJEC¸ÃO INTRA-ARTICULAR DE TRIANCINOLONA: DURAC¸ÃO E CORRELAC¸ÕES EM UMA COORTE PROSPECTIVA DE PACIENTES COM DOENC¸AS REUMÁTICAS S.R. Toffolo a,b , D.F. Pereira b , R.M. Santos b , A.T. Landa b , C.S.P.C. Moleta b , P. Bermudes b , J. Natour b , R.V. Furtado b a Escola Técnica de Saúde (ESTES), Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Uberlândia, MG, Brasil b Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP, Brasil Palavras-chave: Injec¸ão; Dor; Articulac¸ão.

Objetivo: Avaliar a durac¸ão do flare inflamatório após infiltrac¸ão (IIA) com hexacetonide de triancinolona (HT) (FIPI) e variáveis correlacionadas. Método: Estudo prospectivo em pacientes submetidos à IIAHT. Intervenc¸ão: IIA com HT (20 mg/mL) às cegas, em um único tempo. As articulac¸ões foram divididas em: artriculac¸ões de grande, de médio e de pequeno porte. Avaliac¸ões: No tempo inicial (T0) foram realizadas avaliac¸ões das inúmeras variáveis demográficas, do procedimento de IIA, escala visual analógica para dor (EVA dor, 0-10 cm) e edema (EVA edema, 0-10cm) na articulac¸ão infiltrada. Foram utilizados mais sete tempos de avaliac¸ão:T1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 dias pós a intervenc¸ão, onde foram avaliadas as seguintes variáveis: tempo de durac¸ão do FAPI, EVA de dor, EVA de edema pós IIA. Resultados: oram estudados 105 pacientes (96 mulheres) e 176 articulac¸ões, 94 com AR e 69 com OA. Noventa e três por cento das articulac¸ões tiveram FIPI. O tempo médio da FIPI foi de 7,5(12,2) horas, e respectivamente de 8,1 h (± 12,4), 7,9 h (± 14,1) e 6,9 h (± 11,2) para pequenas, médias e grandes articulac¸ões (p: 0,09). Houve correlac¸ão estatística entre maior FIPI e as seguintes variáveis: gênero feminino, idade, menor EVA de dor e EVA de edema no T0, maior dose de HT no T0. Na regressão logística multivariada, as variáveis piora do edema pós IIA (OD: 6,28), uso de corticoide oral no T0 (OR: 2,15), maior dose de HT na IIA (OR: 2,46) menores EVA de dor (OR: 0,39) e edema (OR: 0,40) articular no T0, foram correlacionadas a maior FIPI. Conclusão: O tempo médio de FIPI foi de 7,5 horas. As variáveis correlacionadas a ele foram edema articular pós IIA, uso de corticoide oral e dose de HT na IIA.

refer ê ncias

1. Hollander JL, Brown EM Jr, Jessar RA, Browan CY. Hydrocortisone and cortisone injected into arthritic joints: comparative effects of and use of hydrocortisone as a local antiarthritic agent. JAMA. 1951;147:1629–35. 2. Gray RG, Gotllieb NL. Intra-articular corticosteroids – an updated assessment. Clin Orthop Relat Res. 1983;177:235–63. 3. Bird AH. Menagment of rheumatic diseases – pharmacological approaches- intra-articular and intralesional therapy. In:

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Klippel JH, Dieppe PA, editors. Rheumatology. London: Mosby; 1994. Section 8, p16.1-16.6. 4. Hollander JL, Jessar RA, Restifo RA, Fort HJ. A new intra-articular steroid ester with longer effectiveness (abstract). Arthritis Rheum. 1961;4:422. 5. Derendorf H, Mollmann H, Gruner A, Haack D, Gyselby G. Pharmacokinetics and pharmacodynamics of glucocorticoid suspensions after intra-articular administration. Clin Pharmacol Ther. 1986;39:313–7.

http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2017.07.347 PO451 FROSTED BRANCH ANGIITIS EM SÍNDROME DE SOBREPOSIC¸ÃO: RELATO DE UM CASO RARO L.M.K.R. Brandão a , L.D. Garcia a , C.P. Batalha a , A.L.A. Fonseca b , R. Bonfiglioli c , L.E. Pedri a a

Hospital e Maternidade Celso Pierro, Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), Campinas, SP, Brasil b Ambulatório de Retina e Vitreo, Hospital e Maternidade Celso Pierro, Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), Campinas, SP, Brasil c Faculdade de Medicina, Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), Campinas, SP, Brasil Palavras-chave: Frosted Branch Angiitis; Perivasculite retiniana; Síndrome de sobreposic¸ão. Frosted branch angiitis é uma rara perivasculite retiniana, associada a uveítes variáveis, edema retiniano e perda visual, com apenas aproximadamente 60 casos descritos na literatura. Questiona-se se deve ser considerada uma síndrome clínica distinta ou um sinal clínico reconhecido em diversas condic¸ões inflamatórias. São descritas etiologias variáveis: idiopática, associada a patologias oculares como retinite por citomegalovírus ou pelo vírus da imunodeficiência humana, ou associada a patologias sistêmicas, como Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), Doenc¸a de Behc¸et, Doenc¸a de Crohn e Leucemia Linfoblástica. Relato de caso: Homem, 42 anos, diagnóstico há um ano de Síndrome de sobreposic¸ão de LES com Síndrome de Sjogren, com critérios diagnósticos pelo American College of Rheumatology. Em uso Prednisona 5 mg/dia e hidroxicloroquina 400 mg/dia. Queixa de lesões eritemato-violáceas em terc¸o distal de membros inferiores há 7 dias, sem outras alterac¸ões ao exame físico. Líquido cefalorraquidiano com citologia sugestiva de infecc¸ão bacteriana com culturas e reac¸ão em cadeia da polimerase (PCR) para bactérias e vírus indetectáveis. Após 48 horas do início de Ceftriaxone, evolui com queixa de turvac¸ão visual que progride para amaurose bilateral em 24 horas. Fundo de olho com padrão de frosted branch angiitis bilateralmente. Laboratoriais com aumento de proteína C reativa e velocidade de hemossedimentac¸ão, sem outros marcadores que pudessem sugerir atividade da doenc¸a de base. Culturas de sangue, urina e líquor negativas. Sorologias virais não rea-

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gentes, incluindo toxoplasmose e citomegalovírus com PCR indetectável para ambos. Submetido a terapêutica com Ceftriaxone, Oxacilina, Aciclovir, Ganciclovir e Dexametasona endovenosa. Evolui com melhora anatômica e funcional parcial. Discussão: No caso descrito, questiona-se que a etiologia do acometimento oftalmológico possa ser atividade da doenc¸a de base uma vez que foram descartadas causas virais pelas sorologias, culturas e PCR, além do aspecto do fundo de olho não ser compatível com infeccc¸ões bacterianas ou retinite por citomegalovírus (ausência de áreas de isquemia retiniana).

refer ê ncias

1. Zierhut C, Ohno S, Orefice F. Intraocular Inflammation. 1 ed. Editora Springer; 2016. 2. Miserocchi E. Frosted Branch Angiitis - The ocular Immunology and Uveitis Foundation; 2015. 3. Walker S, Iguchi A, Jones NP. Frosted branch angiitis: a review Nature Publishing Group; 2004.

tida a antibioticoterapia com Cefepime guiada por cultura de lesão da pele (Enterobacter e Staphylococcus aureus). Concomitante perda auditiva neurosensorial grave que apresentou reversão quase completa após resoluc¸ão da infecc¸ão e corticoterapia em dose imunossupressora prolongada. Discussão: Os casos descritos apresentavam doenc¸a reumatológica em atividade com quadro infeccioso concomitante. Diante de surdez aguda, deve-se fazer diagnóstico diferencial com tumores, infecc¸ões, ototoxicidade e perdas auditivas hereditárias, sendo a corticoterapia a primeira opc¸ão terapêutica. As perdas auditivas sensório neurais súbitas rapidamente progressivas ou flutuantes, podem ocorrer em pacientes com doenc¸a autoimune e devem ser sempre lembradas no caso de disacusia sem causa aparente.

refer ê ncia

1. Cecatto SB, Garcia RID, Costa KS, Anti SMA, Longone E, Rapoport PB. Perda auditiva sensorioneural no lúpus eritematoso sistêmico: relato de caso. Rev Bras Otorrinolaringol. 2004;70:398–403.

http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2017.07.348 PO452 HIPOACUSIA EM DOENC¸AS AUTO-IMUNES

http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2017.07.349 PO453

L.M.K.R. Brandao, L.D. Garcia, P.N. Loures, F.R. Andrade, L.F.B. Leite, J.R. Provenza

HIPOGAMAGLOBULINEMIA É UMA CONSEQÜÊNCIA DO USO CRÔNICO DE IMUNOSSUPRESSORES EM IDOSOS?

Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), Campinas, SP, Brasil Palavras-chave: Doenc¸as autoimunes; Hipoacusia; Diagnóstico precoce.

A.C. Ribeiro, P.G.O. Barbalho Junior, N.C. Araujo, R.D.N. Giorgi, L.O. Mendonc¸a

Introduc¸ão: A disacusia sensorio neural (DSN) de etiologia auto imune apresenta incidência mal estimada. O diagnóstico precoce é essencial por ser uma das poucas causas reversíveis de DSN, onde o tratamento precoce pode evitar a degenerac¸ão auditiva ou até recuperá-la. Descrevemos casos de pacientes com doenc¸as reumatológicas autoimunes que evoluíram com hipoacusia. Descric¸ão dos casos: Caso 1: S.A.I.A., masculino, 42 anos, diagnóstico prévio de Síndrome de Sobreposic¸ão: Lúpus eritematoso sistêmico (LES) e Síndrome de Sjögren, em uso de Hidroxicloroquina e Prednisona 5 mg/dia. Interna devido Vasculite Retiniana, evoluindo com quadro súbito de zumbido não pulsátil, pior à esquerda e hipoacusia bilateral. A audiometria evidenciou perda neurossensorial leve a moderada a esquerda, e perda neurossensorial leve em agudos à direita. Apresentou melhora parcial da acuidade auditiva após tratamento da infecc¸ão e corticoterapia. Caso 2: M.L.G.S., feminino, 40 anos, diagnóstico de LES em uso de Prednisona 20 mg/dia e hidroxicloroquina 400 mg/dia. Internada devido sepse por infecc¸ão de corrente sanguínea (Staphylococcus pneumoniae). Demais hipóteses diagnósticas: paniculite difusa e hipertensão pulmonar importante secundários ao LES. Evolui com surdez súbita em 5 dias. Descartadas causas medicamentosas. Caso 3: M.L.A.A., feminino, 67 anos, diagnóstico de Artrite Reumatoide, em uso de Anti-TNF. Interna devido a sepse de foco cutâneo secundária a pioderma gangrenoso (biópsia). Subme-

Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE), São Paulo, SP, Brasil Palavras-chave: Autoimunidade; Hipogamaglobulinemia; Imunossupressores Introduc¸ão: A senilidade é uma realidade crescente nos países em desenvolvimento, aumentando a prevalência de doenc¸as auto-imunes (DAI) nesta faixa etária. Atualmente as individualizac¸ões genéticas e imunológicas e sua relac¸ão com a epigenética permitem melhor programac¸ão terapêutica e prognóstica. Contudo, pouco se sabe sobre a relac¸ão destes fatores nesta populac¸ão. Objetivo: Descrever grupo de idosos com DAI da Reumatologia do HSPE-SP. Caracterizar os níveis de imunoglobulinas (IGs) e complemento, relacionando-os com diversos fatores. Métodos: Revisão de prontuário e dados laboratoriais. Resultado: De 291, 19% dos pacientes possuíam análise de IGs, 14% homens e 86% mulheres, com média de diagnóstico de nove anos e 12% com doenc¸a ativa. A maioria das DAI analisadas foram AR e LES. Mais da metade apresentava HAS, 30% osteoartrite e osteoporose, 20% diabetes e hipotireoidismo, e 18% doenc¸a psiquiátrica. Mais de 50% dos pacientes, desde o diagnóstico utilizou metotrexate, 48% hidroxicloroquina, 30% leflunomida, 10% MMF e 7, 3 e 3% respectivamente, ciclofosfamida, ciclosporina e azatioprina. Quase 70% pacientes utilizavam corticóide contínuo, 10% realizou pulso, 18% algum anti-TNF, 3% anti-IL6, e 7% anti-CD20. Linfo-